Um dos maiores desafios de quem vai começar um projeto, seja ele relacionado ao desenvolvimento de um produto, um software ou qualquer outra coisa, é conseguir garantir que a execução do projeto seja bem feita e que a entrega final seja coerente com aquilo que foi proposto inicialmente. E foi justamente pensando em facilitar esse processo que as chamadas metodologias ágeis nasceram.

Deixar uma equipe alinhada, conseguir transmitir mensagens com clareza e manter o foco no que foi definido no início do projeto é algo extremamente complexo e que vai além da realização de um bom gerenciamento.

Por isso, cada vez mais as empresas têm apostado nos famosos métodos ágeis, como Scrum e Lean, para deixar seu trabalho mais assertivo e eficiente.

A seguir, vamos falar um pouco mais sobre esse assunto e, além de mostrar o que são as metodologias ágeis, vamos trazer seus benefícios e os principais métodos que têm sido usados no dia a dia das empresas – para você também trazer para o seu!

O que são metodologias ágeis?

Os métodos ágeis surgiram na indústria de Tecnologia da Informação para resolver problemas comuns a quase toda organização que precisa gerenciar projetos: as etapas de produção muito longas e sem entregas definidas; a falta de clareza e comunicação entre os times; o desalinhamento entre equipe e cliente e outros. Por isso, eles rapidamente foram também adotados em outros mercados e para projetos além dos de tecnologia.

Todo projeto precisa ter um início e um fim bem definidos, mas sua execução pode se estender por períodos de mais de anos – durante os quais muita coisa pode acontecer. Então, era preciso desenvolver métodos inteligentes e eficientes que conseguissem contornar esses problemas e que pudessem simplificar a forma como os projetos eram executados – gerando impactos positivos em sua finalização. Começaram a ser implementados então os métodos ágeis.

Em oposição aos modelos tradicionais, as metodologias ágeis propõem ciclos de desenvolvimento curtos, com entregas bem definidas e foco na melhoria contínua dos processos e alinhamento da equipe. Com isso, passou a ser mais simples identificar erros e falhas durante a execução do projeto e as pessoas envolvidas nele ganharam mais flexibilidade e facilidade para fazer adaptações e evitar que determinados problemas afetassem o seu resultado final.

Como exemplos de métodos ágeis, pode-se citar o Scrum, o Kanban, o Lean e muitos outros – sobre os quais vamos falar nos próximos parágrafos.

O manifesto ágil
Apesar de muitas das metodologias serem anteriores à isso, em 2001 um grupo composto por 17 pessoas se reuniu para debater sobre essas novas abordagens em gerenciamento de projetos e criou o chamado Manifesto Ágil, que, de certa forma, oficializa a existência das metodologias e estabelece princípios que as caracterizam.

A partir desse documento, pode-se dizer que os princípios mais importantes e que orientam a aplicação de um método ágil são:

  • Comunicação: indivíduos e interação entre eles mais que processos e ferramentas;
  • Praticidade: Software em funcionamento mais que documentação abrangente;
  • Alinhamento de expectativas e colaboração: colaboração com o cliente e membros do projeto mais que negociação de contratos;
  • Adaptabilidade e flexibilidade: responder a mudanças mais que seguir um plano

Vantagens de se trabalhar com métodos ágeis

Algumas das vantagens de se trabalhar com métodos ágeis no lugar das abordagens tradicionais de gerenciamento de projetos são:

  • Maior alinhamento entre o time e com os clientes e rápida resolução de possíveis problemas e conflitos;
  • Redução de riscos e resultado final de alta qualidade;
  • Economia de recursos por meio de entregas mais assertivas;
  • Agilidade e eficiência nas entregas e na execução do projeto como um todo;
  • Flexibilidade para propor alternativas e chegar à melhor solução possível.

Isso sem falar nos benefícios indiretos que as metodologias ágeis podem trazer, como a melhoria do clima entre áreas e na empresa como um todo; o aumento da credibilidade e confiabilidade da organização no mercado; e muito mais.

Alguns dos principais tipos de métodos ágeis

Método ágil Scrum

Métricas do Scrum: Como medir resultados? - ProMove

No mundo da programação, a atenção aos detalhes é imprescindível. Mas isso não pode significar um processo pouco eficiente. Foi para unir essas duas qualidades que um grupo de programadores dos Estados Unidos criaram o scrum, um dos métodos ágeis.

Essa metodologia ágil foi criada para que as equipes consigam produzir mais, com qualidade, com menos dinheiro, realizar as prioridades na gestão de um projeto e em menos tempo. Está achando bom demais para ser verdade?

Então continue lendo este artigo, que vamos mostrar que é tudo bem possível! Nossa equipe investigou o livro “Scrum : A arte de fazer o dobro do trabalho na metade do tempo”, que ensina os métodos ágeis aplicados no Scrum. Confira a resenha!

O que diz o livro?

O autor do livro, Jeff Sutherland, é um ex-militar que foi trabalhar em empresas de tecnologia e programação na iniciativa privada. Com o seu mindset voltado para a eficiência e a disciplina das forças armadas, ele identificou que as empresas privadas de uma forma geral trabalham de forma improdutiva. Sutherland afirma que, ao visitar uma empresa geralmente encontra 85 % de esforço desperdiçado. Apenas um sexto do trabalho feito realmente produz algum valor.

Ele criou o Scrum para mudar isso. O autor se inspirou no esporte para desenvolver a metodologia. No rugby, os jogadores correm lado a lado, passando a bola de um para o outro, até marcarem o ponto. Essa jogada chama-se “scrum” e inspirou o ex-militar a criar a metodologia, em que os integrantes da equipe vão construindo em cima do trabalho do colega anterior até alcançarem o objetivo.

O Scrum foi idealizado para a criação e o desenvolvimento de softwares. Mas como o próprio autor coloca no livro, as possibilidades de aplicação são inúmeras e variadas. Suas técnicas podem ser aplicadas desde a reforma de uma casa até na educação em sala de aula.

  • A ideia do Scrum é realizar paradas regulares para checar se o projeto está seguindo no caminho certo
  • identificar as dificuldades e os obstáculos que estão encontrando
  • avaliar se algo pode ser mudado para obter resultados melhores e mais rápidos
  • ir sempre checando se os resultados obtidos estão compatíveis com aqueles esperados.

Os métodos ágeis no Scrum propõem priorizar os pontos mais importantes do projeto, aquelas características que geram mais valor.

Como funciona o Scrum? 

Gestão de Projeto Ágil para Projetos Sociais | by PeaceLabs Team ...

O Scrum funciona com a definição de objetivos sequenciais, que devem ser concluídos em um período de tempo definido. Cada objetivo desses é um Sprint. Entre cada Sprint, se realiza uma reunião, na qual se analisa o que foi realizado, se houve algum problema que deva ser ultrapassado, e cada um escolhe as tarefas que acha que consegue realizar no próximo Sprint. No artigo intitulado “The New York Product Development Game”, os autores Takeuchi e Nonaka descreveram as características das equipes Scrum nas melhores empresas do mundo:

1) Transcendência

Senso de propósito além do comum, transformar o ordinário no extraordinário, senso ser grandioso e de não estar na média.

2) Autonomia

Equipes se auto organizam e se auto gerenciam, tomam suas próprias decisões em prol de um bem comum.

3) Interfuncionalidade

Os integrantes da equipe possuem todas as habilidades necessárias para a realização do projeto (planejamento, projeção, produção, vendas, distribuição) e se alimentam e reforçam umas às outras.

O método ágil Scrum na vida pessoal

Transpondo para o âmbito pessoal, podemos replicar as características das equipes e torná-las inerentes do nosso ser, buscando atingir a excelência que a metodologia Scrum propõe.

1) Transcendência pessoal

Devemos pensar grande, não se contentar em estar na média, temos a potencialidade de ir mais longe, transformar o mundo em que vivemos e influenciar positivamente os que nos cercam.

2) Autonomia pessoal

Temos capacidade de nos auto gerenciar, ver o que está dando certo em nossa vida e aprimorar essas habilidades e identificar quais comportamentos estão nos afastando dos nossos objetivos de vida e anular estes comportamentos.

3) Interfuncionalidade

Nessa autoanálise, conseguimos identificar nossos pontos fracos. Temos algumas alternativas para superar estas dificuldades. Desenvolver as habilidades que nos são carentes e/ou associar a pessoas que suprem e promovam suporte necessário para o desenvolvimento de um projeto pessoal. Por exemplo, está muito difícil incorporar a prática de alimentação saudável na sua vida? Contrate uma nutricionista para ajudar nesse seu propósito. Um dos pontos principais do Scrum é a economia do tempo, fazer mais em menos tempo. Como Sutherland cita em seu livro:

“O tempo constitui sua vida, então, desperdiça-lo, na verdade, é uma forma lenta de suicídio.”

Kanban

Veja 3 tipos de kanban e escolha o melhor para seu negócio

Os japoneses e suas técnicas milenares inspiraram o KanBan. Nos anos 60, a fábrica da montadora Toyota passava por um momento crítico, com falta de recursos e diante de um grande desafio: como se modernizar para acompanhar as mudanças do mercado?

Ela teve que mudar sua metodologia de gestão. Era preciso agir rápido e urgentemente para criar um novo sistema de gestão.

Inspirados pelo livro Today and Tomorrow, de Henry Ford, os gestores da Toyota desenvolveram duas metodologias. Uma foi o JIT (Just In time), um sistema de administração da produção que determina que tudo deve ser produzido, transportado ou comprado na hora exata.

O outro foi justamente o Kanban, que nasceu inspirado no sistema de organização e funcionamento dos supermercados americanos, ao recolocar mercadorias nas prateleiras a partir do momento em que elas eram vendidas.

O termo significa “tabuleiro”, e o sistema propõe a utilização de cartões (os famosos post-its ou até hoje em dia cards em uma visualização online) em um quadro para indicar e acompanhar, de maneira visual, prática e utilizando poucos recursos, o andamento dos fluxos de produção nas empresas.

Um exemplo sempre ajuda

Imagine que você instale, na sua empresa, um grande quadro dividido ao meio. Em um lado, ficam as tarefas que precisam ser executadas o que pode ser chamado de “Backlog”. E, no o outro, as etapas de execução (“em andamento” e “entregue”). Os nomes é você que escolhe de acordo com seus processos internos. De acordo com o kanban, conforme as tarefas são desempenhadas, o cartão ou o post-it é colocado no campo correspondente ao status da tarefa. Simples, não é? Você provavelmente já pratica o kanban sem saber.

E funciona mesmo?

Na Toyota em dificuldade, a visualidade do Kanban facilitou muito o trabalho das equipes de produção e montagem. Porque o sistema melhorou a comunicação entre os colaboradores, bem como o entendimento de quais peças precisavam ser repostas e quando.

A padronização também foi auxiliada pelo sistema, assim como a redução de desperdícios. “Mas isso foi nos anos 60”, você pode dizer. De fato, eram outros tempos. Hoje, temos uma infinidade de ferramentas muito mais modernas, até mesmo as adaptações do Kanban para as plataformas online. Mas a necessidade da gestão à vista é um mantra em muitas empresas.

Porque, uma vez que a gestão à vista é um modelo que possibilita que os principais itens de controle estejam ao alcance de toda a equipe, o Kanban propicia exatamente isso. Assim, é fundamental que todo o time esteja completamente inteirado sobre os andamentos dos projetos. E o kanban pode ser uma ótima forma de se obter isso visualmente. Para saber mais sobre a metodologia ágil, leia este artigo aqui do blog.

E porque o Kanban funciona?

 Porque, quando seu time acompanha os processos visualmente, fica mais fácil organizar e limitar a quantidade de tarefas – e, com isso, priorizar atividades.

Outra grande vantagem é que o sistema torna mais fácil a circulação de informações, contribuindo assim para um ambiente mais colaborativo na sua empresa. Ao adotar o kanban, você vai constatar que ficará fácil detectar problemas escondidos, atrasos e falhas.

Ou seja, trata-se de uma ferramenta que também ajuda a encontrar soluções mais eficientes para melhorar seus processos.

 

Smart

Metas SMART: o que são e como aplicar na vida pessoal ou profissional?

A meta SMART traz a estruturação de seus objetivos e metas. Qualquer meta pode ser transformada em uma meta SMART, tanto pessoal quanto profissional, mesmo se forem metas difíceis de alcançar. SMART (esperto em inglês) é a abreviação de 5 critérios necessários que precisam estar presentes em uma meta.

São eles: S (Specific): Especificidade A especificidade é o caminho no S, do SMART. Por exemplo: você quer emagrecer? Mas… o que é exatamente emagrecer para você? É para ter mais saúde ou estética?

É para ajudar a curar alguma doença? Cada pessoa possui sua visão de mundo bastante particular. Logo, emagrecer não significa o mesmo para todos nós. Algumas especificações que você precisa fazer na sua meta SMART:

  • O que exatamente (mais detalhes possíveis) você quer conquistar?
  • Onde?
  • Você precisará da ajuda de outras pessoas? Quais pessoas?
  • Existe uma alternativa para essa meta SMART que desejo alcançar que traria o mesmo grau de satisfação?
  • Do que você não abre mão para conquistar essa meta?
  • Quais são as suas limitações para conquistar essa meta?
  • Quais são as condições obrigatórias para conquistar essa meta?
  • Ter clareza é o primeiro passo.

M (Mensurable): Mensurável Pense na sua meta. Ela pode ser mensurada em termos financeiros, de tempo ou de resultados? Continuando no exemplo de quem quer emagrecer, será necessário definir:

  • Quais são os resultados mensais esperados?
  • Quanto tempo de dedicação será necessário para alcançar a meta?
  • Quanto mais evidências palpáveis e não subjetivas você definir, melhor.

A (Attainable): Alcançável Metas tem limites. Então, para construir um planejamento para alcançar uma meta, é preciso analisar as condições para alcança-la e coloca-la em prática. Você pode até trabalhar com metas e objetivos maiores, mas será que está disposto(a) a pagar o preço e colocar todo o esforço necessário para tornar aquele sonho uma realidade?

Será que você toparia passar algumas horas por semana na academia, mudar a alimentação e hábitos no dia a dia? Se você não seguir o caminho da mudança, sua meta não é alcançável e o fracasso será inevitável. Pense nisso!

R (Relevant): Relevante Emagrecer realmente irá mudar algo em sua vida? Para muitos, totalmente! Uma meta para ser relevante precisa não só estar alinhada a seu propósito de vida, mas também impactar positivamente a sua vida e das pessoas a seu redor. Se estiver, sim, vá em frente! Caso não tenha certeza, pense bem antes de investir tempo e dinheiro em uma meta SMART que não faz tanto sentido para atingir o seu objetivo principal.

Se o seu objetivo de vida é viver com mais saúde, vestir as roupas que deseja, estar mais disposto, e isso o fará mais feliz, vá em frente. Porém, é preciso entender que se você relaxar, o objetivo alcançado pode ir por água abaixo. Esta é a relevância de uma meta SMART: conquista e manutenção da mesma, caso seja algo relevante em sua vida.

T (Time-related): Temporal O tempo é a última meta da SMART. E aqui, não existe procrastinação, sabe por que? É que se uma meta não parece urgente ou não tem uma data de entrega, ela certamente será adiada. Então defina datas para qualquer meta SMART que você decidir realmente colocar em prática. Datas realistas, porque se você escolhe prazos curtos demais, corre o risco de desistir por perceber que não conseguirá entregar o que se propôs na data que definiu.

Ou ainda, corre o risco de criar uma situação estressante, que não existiria se você planejasse seu tempo com inteligência.

Não obedecer uma data limite pode colocar todo seu planejamento a perder. Principalmente se essa etapa da sua meta SMART estiver associada a outras metas, implicando em atrasos, sentimento de frustração e estresse. Sucesso na meta SMART: faça da mudança um hábito.

Lean

Trio de problemas: Entendendo Design Thinking, Lean e Ágil

Antes de começar a criar um novo produto ou serviço, é preciso saber planejá-lo e comunicá-lo, não é mesmo? Empresas e startups do mundo inteiro É um método de trabalho que torna a gestão mais versátil e dinâmica. O termo lean deve ser entendido como “enxuto”.

Ou seja, trata-se de um método que institui o uso de nada além do que os recursos necessários para a realização de um determinado trabalho, etapa ou processo, evitando desperdícios. O conceito começou a ser utilizado na década de 1980 como “Lean Manufacture” (Manufatura Enxuta).

Na época, carregava a filosofia de otimizar a produção de veículos da indústria japonesa. No entanto, foi o professor James P. Womack, do MIT (Massachusetts Institute of Technology), que tornou a cultura lean conhecida mundialmente, após a publicação de seu livro A máquina que mudou o mundo em 1990 – escrito em conjunto com Daniel T. Jones e Daniel Roos.

Nesse livro, Womack detalha seu estudo feito sobre a indústria automobilística – principalmente a Toyota.

Lean startup é uma expressão concebida por Eric Ries, empreendedor do Vale do Silício. Ries cunhou e apresentou o conceito no livro A Startup Enxuta, publicado em 2011, tornando-se um best seller nos EUA.

O livro foi escrito com base nos conhecimentos adquiridos por Ries, combinando técnicas de marketing, tecnologia, gestão e sua vivência em startup. O objetivo foi o de criar uma metodologia mais universal, que pudesse ser aplicada a qualquer tipo de empresa – inclusive empresas de grande porte, como uma poderosa ferramenta para melhorar os resultados do empreendimento.

Colocando a metodologia em prática

Um dos grandes méritos da cultura Lean é te ajudar a colocar novos produtos no mercado. Neste artigo para a Harvard Business Review, Steve Blank, professor associado da Stanford University, conta que o método está apoiado em três importantes pilares:

1) Enxugue o modelo de negócio com o Canvas
De acordo com Blank, você deve saber que, antes de lançar seu produto, e mesmo que muita pesquisa tenha sido feita, não há nada além de hipóteses que precisam ser comprovadas. Assim sendo, o professor de Stanford conta que, na cultura lean, em vez de consolidar um longo relatório de plano de negócios, você utilize uma ferramenta chamada Canvas para montar o seu modelo de negócios.

2) Teste as possibilidades com o Customer Development
Após estruturar tudo com o Canvas, você deve testar suas hipóteses com uma abordagem chamada de “desenvolvimento com clientes”, ou customer development. Para isso, você precisará trocar informações com potenciais usuários, compradores e parceiros para pegar suas opiniões sobre todo e qualquer elemento do modelo de negócios.

3) Adote o desenvolvimento ágil Por fim, de acordo com Steve Blank, a metodologia enxuta orienta que você implemente o chamado “desenvolvimento ágil” em sua empresa. São práticas que acompanham o desenvolvimento com o cliente. No desenvolvimento ágil, não há perda de tempo ou de recursos, pois o produto é desenvolvido de forma iterativa e incremental.  

Sprint

Semana Corrida – O Método sprint da Google Ventures – Hxis

Errar, aprender e finalmente acertar na hora de resolver um problema. Exatamente com este “espírito”, 3 caras do Google – Jake Knapp, John Zeratsky e Braden Kowitz – criaram um novo método de invenção e empreendedorismo chamado de método Sprint, para facilitar a busca por soluções e validar ideias de forma mais rápida com equipes.

Elaborado no Vale do Silício, polo tecnológico onde surgiram empresas como Apple, Google e Facebook, o método Sprint é uma técnica que permite testar projetos de startups, de grandes companhias ou mesmo relacionados a carreiras individuais, em apenas cinco dias, partindo de uma ideia e chegando a um teste prático.

Tudo isso sem demandar gastos de milhões de dólares para viabilizar um plano que, no fim do processo, pode fracassar. No livro Sprint, que é leitura obrigatória para empreendedores, startups, líderes e qualquer pessoa que quer inovar algo, há bons insights de como fazer isso.

O problema das boas ideias

De acordo com estudo feito pela Business Insider, o principal motivo pelo qual as empresas falham hoje é a falta de mercado para o produto que elas estão tentando vender.

Isso porque, um dos erros mais comuns entre os empreendedores é se apaixonar por sua ideia e não ouvir o que o mercado realmente deseja. E esse romantismo impede que ele se ajuste a necessidade do consumidor!

A verdade é que é sempre difícil encontrar boas ideias, e mesmo as melhores enfrentam um caminho de incertezas e diversos questionamentos em direção ao sucesso no mundo real:

  • Como começar?
  • Qual é o ponto mais importante para concentrar os esforços?
  • É melhor designar uma pessoa inteligente para descobrir isso ou conduzir uma sessão de brainstorming com toda equipe?
  • Como saber se encontrou uma ideia ou solução certa?
  • Quantas reuniões e discussões serão necessárias para ter certeza se essa ideia é boa mesmo?

E justamente para responder estes questionamento e minimizar o fracasso das novas ideias,  que durante a experiência de orientar equipes de suas startups a encontrar boas ideias, validá-las e a resolver problemas de forma mais rápida, Knapp otimizou o processo hoje conhecido como método Sprint, que tem como foco alcançar os melhores resultados em menor tempo.

O método Sprint se faz com pessoas, conhecimento e ferramentas simples e o melhor, ele te dá o superpoder de se transportar para o futuro e ver o produto final e as reações das pessoas antes de fechar a ideia.

E acredite, quando a ideia é bem sucedida em um Sprint, a compensação é fantástica!

Por onde começar a colocar o método Sprint em prática?

1 – Escolha um bom desafio:

O método Sprint deve ser usado para testar ideias de forma rápida em situações complexas ou de risco. Por exemplo, quando muito projetos estão acontecendo ao mesmo tempo, quando tarefas estão se acumulando, quando projetos estão estagnados, quando o prazo de entrega está comprometido, quando não se sabe por onde começar um projeto ou quando existe limitação de recursos, por exemplo.

2 – Escolha uma boa equipe

Este time deve ser formado com aproximadamente sete pessoas, dividas da seguinte forma:

  • O decisor: o líder da empresa ou alguém que conhece o problema a ser atacado com profundidade.
  • O expert em finanças: alguém que entenda completamente os custos e as implicações financeiras do projeto.
  • O expert em marketing: alguém que saiba como fazer com que seu produto chegue até as mãos do cliente.
  • O expert no cliente: alguém que conheça seus clientes e entenda seus desafios com profundidade.
  • O expert em logística: uma pessoa que entenda como realizar todas as etapas necessárias para que o produto seja bem sucedido.
  • O criador de problemas: alguém que tenha uma visão antagônica à do time, para trazer novas perspectivas.
  • O facilitador: um gerente de projetos que consiga manter o processo rodando no prazo e que seja capaz de tomar decisões com agilidade.

Confira também: Como o Design Thinking pode ajudar a criar uma equipe incrível 

3 – Escolha a hora, o local e prepare os materiais

Reserve uma sala exclusiva para colocar o método Sprint em prática organize sua agenda e a da equipe de forma que ela fique livre de outras reuniões durante esta semana.

Não podem acontecer interrupções durante o Sprint, por isso, telefones, laptops ou computadores devem ser proibidos dentro da sala. Durante o processo, utilize quadros brancos para escrever as informações e, obviamente, também leve papel, lápis e post it, etc.

Com tudo isso definido e organizado, é hora aprender como funciona o método Sprint. Conheça as 5 fases do método, uma para cada dia da semana.

As 5 fases do método Sprint

1 – Mapeie

Nesta fase é fundamental garantir que a equipe envolvida entenda completamente o desafio que foi definido na etapa de preparação. Todos devem ter a mesma base de conhecimento e alinhados para que as próximas etapas funcionem.

Crie um mapa simples que mostre as etapas pelas quais os clientes que usam o produto ou serviço passam. Escreva também uma lista com as perguntas e hipóteses que surgirem e pense sobre o que deve acontecer para atingir o objetivo, o que pode fazer você falhar, etc.

À medida que o dia avança, esse mapa deve ser ampliado e aprimorado, sendo mais específico para cada etapa do processo, tendo entre  5 e 15 passos aproximadamente.

Depois, cada membro da equipe deve ter oportunidade de falar mostrar seu ponto de vista sobre o problema de acordo com a perspectiva da sua área de trabalho. Cada intervenção deve durar cerca de 10 minutos.

2 – Faça esboços

Depois de ter 100% de clareza sobre o desafio, a ideia é se concentrar nas soluções rápidas  Nesta fase do método Sprint, cada participante da Sprint deve ter a oportunidade de fazer seu próprio brainstorm, de forma individual.

O método Sprint é uma reunião com muitos participantes conversando e propondo ideias, mas especificamente neste estágio acontece exatamente o oposto: a equipe deve trabalhar ativamente, mas de forma individual e silenciosa.

Cada pessoa deve criar seus esboços que depois serão compartilhados com os demais membros do grupo.

3 – Decida

Nesta terceira fase do método Sprint a equipe deverá decidir o que será prototipado. A ideia é que a esta altura o projeto já tenha muitas ideias e possíveis soluções e justamente por isso é a hora de votar na melhor!

Mas sabemos que muitas vezes entrar em um acordo não é fácil! Mas no Sprint, esta tomada de decisão é super importante para o processo, afinal, não se pode levar adiante todas as ideias que surgirem, não é mesmo.

Depois disso, nessa mesma fase, a equipe deve criar um storyboard, ou seja, um passo a passo para criar o protótipo da próxima fase.

4 – Protótico

Criar apenas o que será testado, esta é a filosofia desta quarta fase do método Sprint! A ideia desta etapa é criar um protótipo descartável, mas que pareça real. E por que deve parecer real? Porque ele será testado com clientes e usuários reais e por isso devem parecer o mais próximo possível produto final.

Essa fase do método pode ser um pouco mais difícil, mas lembre-se de que no dia anterior todas as decisões importantes já foram tomadas, por isso, você não deve questionar o que já foi definido ok?

Um dica super importante para gerar o protótipo de forma rápida é dividir a equipe e atribuir para os membros tarefas específicas. Além de ter garantir que o protótico fique pronto, neste dia você também deverá trabalhar na entrevista que realizará com usuários no dia seguinte.

5 – Teste

Se você designou um dia inteiro para cada fase do projeto, a esta altura já consegue constatar que teve uma semana super produtiva, mas é nessa última fase que você realmente verá os resultados.

O objetivo deste estágio de validação é observar os usuários interagindo com o protótipo e aprender com os feedbacks recebidos. A idéia é que toda a equipe da Sprint tenha a oportunidade de assistir essas sessões de feedbacks, porque quando a equipe que construiu  um produto tem acesso ao feedback imediato dos usuários, pode entender com mais clareza quais as melhorias que precisam ser feita.

Ao final deste processo, é importante reunir toda a equipe, apresentar as descobertas e discutir as próximas etapas do projeto.

Mais ebooks grátis

AutogestãoÁGIL com Kanban e Ferramentas

Agile Marketing: Métodos Ágeis para Marketing

e ainda: Ebook Design Sprint Google

Guia Completo Métodos Ágeis: Acelerando a Transformação Digital

Seu arquivo está pronto.

Baixe gratuitamente seu material

Baixar

Guia Completo Métodos Ágeis: Acelerando a Transformação Digital

Scrum, Kanban, Lean, Sprint, Smart. Descubra os principais métodos ágeis, o que fazer com eles e como são estratégicos para sua carreira

Guia Completo Métodos Ágeis: Acelerando a Transformação Digital