Carreira

A demissão de Mandetta e o que fazer quando você não concorda com o chefe?

Portal Carreira
Escrito por Portal Carreira em 7 de junho de 2020
Junte-se a mais de 80 mil pessoas

Entre para nossa lista e receba conteúdos exclusivos e com prioridade

Se o seu chefe não concorda com nenhuma ideia sua ou com o que você diz, mas não faz o mesmo com os outros, é um sinal de alerta.

A demissão do ex-ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta após semanas de conflitos com Jair Bolsonaro sobre a estratégia para enfrentar a pandemia do novo coronavírus no Brasil trouxe à tona uma questão bem mais comum do que se pensa nas empresas.

O maior ponto de conflito entre os dois foi a questão do isolamento social como medida contra a disseminação do vírus.

Para o presidente no Brasil da Consultoria LHH, em entrevista a Exame, José Augusto Figueiredo, o caso se relaciona totalmente ao ambiente de trabalho, mostrando um exemplo de conflito de convicções e causas entre lideranças.

“O ministro tem suas convicções voltadas para a questão da saúde e da debilidade do sistema de saúde. Enquanto o presidente olha para a questão macroeconômica. Foi difícil entrar em acordo”, comenta ele.

No trabalho, mesmo quando um gestor não concorda com seu superior, ainda é necessário que exista um ambiente em que possam trabalhar juntos.

“Mesmo que um tenha poder de demitir e o outro tenha o poder de pedir demissão, uma causa maior pode mantê-los ali. Mas, claro, todos têm seus limites”, fala Figueiredo.

Segundo Roberto Aylmer, médico, PhD e professor internacional da Fundação Dom Cabral, pesquisas acadêmicas e dentro de empresas mostram a mesma coisa: “as pessoas não se demitem de uma empresa, mas de um chefe”, fala ele.

No entanto, ele não acredita que esse será o cenário agora nas empresas.

Por falta de opções no mercado de trabalho por causa da pandemia e com o medo de perder o emprego atual, ele acredita que os trabalhadores sofrerão de sequestro moral.

“As pessoas não vão se demitir e serão mais cautelosas, não concordar com o chefe vai cair na sua lista de prioridades, mesmo que o chefe faça coisas erradas e o funcionário não confie nele”, comenta.

Junto a isso, Aylmer acredita que a crise e a quarentena tragam mais conflitos para as relações de trabalho. E essa combinação traz grandes riscos para o bem-estar e a saúde mental dos trabalhadores.

Com um cenário desfavorável, qual a solução quando o funcionário, mesmo que em posição de liderança, entra em conflito de ideias com seu chefe? Os especialistas apontam diferentes abordagens.

A recomendação de Aylmer é tentar separar as opiniões pessoais das questões institucionais. Um corte de equipe pode não ser bem visto por um gestor, mas aquele é o direcionamento da companhia.

Hey,

o que você achou deste conteúdo? Conte nos comentários.

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *